Hoje vamos falar um pouco sobre conhecimento e empoderamento.
Conhecimento é um daqueles assuntos que são tão corriqueiros que fica
difícil definir um conceito específico.
Se formos aos dicionários podemos encontrar definições que tratam o “Conhecimento”
como o ato ou efeito de conhecer algo, ou ato de compreender ou perceber um
assunto específico.
À luz da filosofia, podemos avançar nessa definição do conhecimento
como o resultado da troca entre o ser humano e tudo em sua volta, bem como as reações
dessas trocas, que ficam gravadas em nossas conexões cerebrais.
A partir desse conceito, tudo
gera conhecimento e todos possuem conhecimento em diversas áreas a partir da
quantidade e variedade de interações que as pessoas tem no decorrer da sua vida.
Trazendo para a Jogada Paulo Freire, não existe quem conhece mais ou menos e
sim conhecimentos diferentes.
Apropriar-se do conhecimento, entender que todos produzem
conhecimento e que não existe quem sabe mais ou menos e sim “saberes” diferente
é um ponto fundamental para que aconteça o Empoderamento e a autoestima,
principalmente quando o assunto é a colocação no mercado de trabalho.
Mas qual a importância do empoderamento e da autoestima na busca
pela inserção no mercado de trabalho?
Para respondermos essa pergunta, antes precisamos entender do que se
trata o EMPODERAMENTO.
Empoderamento, ou ato de empoderar, significa assumir o seu lugar,
tomar posse de algo ou alguma coisa que é seu e usar isso a seu favor para o
crescimento pessoal. Quando falamos de “Empoderamento Feminino”, por exemplo,
estamos falando de um ato em que as mulheres se assumem como seres de valor e
capacitadas para realizarem qualquer função.
Se essa ação de vestir a
camisa daquilo que se tem de melhor não acontecer, uma pessoa, em um processo
seletivo, pode simplesmente esconder grandes potencialidades ou, até mesmo, não
se candidatar a vagas melhores ou montar um planejamento de carreira
simplesmente por não entender e acreditar que podem fazer isso. Esse processo
se interliga e perpassa com a concepção de autoestima, sendo então o
Empoderamento uma forma de alcançá-la em plenitude.
Ou seja, conhecer e apropriar-se do conhecimento é etapa fundamental
para adentrar e se firmar no mercado de trabalho.
O Conhecimento pode ser divido em quatro quadrantes que o
qualificam, entender esses quadrantes ajuda-nos a apropriar e usar o que temos
a nossa favor. São eles: Aquilo que a
gente Sabe que Sabe; Aquilo que a gente Sabe que não sabe; Aquilo que a gente
não sabe que sabe e Aquilo que a gente Não Sabe que não sabe.
AQUILO QUE A GENTE SABE
QUE SABE
Esse primeiro quadrante faz referência àquele conhecimento que está
acessível e que já dominamos, como o próprio nome diz “Aquilo que a gente sabe
que sabe”. Vamos aos exemplos. Se fizer um curso em Excel, estudo direitinho e
passo a dominar essa técnica, esse conhecimento passa a ocupar a categoria de
algo que “a gente sabe que sabe”, da mesma forma os frutos de um curso de
culinária, ou de uma competência que usualmente é usada no cotidiano.
AQUILO QUE A GENTE SABE
QUE NÃO SABE
O nome desse quadrante é claro e de fácil entendimento. Não é muito difícil
listar e entender o que é que a gente não sabe, e se a gente consegue listar
isso é justamente pelo fato de que a gente sabe que um assunto específico não é
de nosso domínio. Eu, por exemplo, sei bem que não sei montar um projeto de
engenharia. Ter essa informação clara para mim me faz com que eu não tente
carreiras que envolvam projetos de engenharia, o que pode fazer com que eu
concentre meus esforços em outra área ou então faça um curso para que esse
conhecimento possa subir para o quadrante citado anteriormente.
AQUILO QUE A GENTE NÃO
SABE QUE SABE
A partir desse quadrante estão os segredos que podem alavancar o
nosso empoderamento pessoal. A grande questão é que todos possuem conhecimento
que, apesar de acessíveis, não estão à luz da nossa consciência, mas que são de
nosso domínio. Um grande exemplo é o Trabalhador da Lavoura que entende
perfeitamente sobre estações meteorológicas, safras, entre safras, técnicas
avançadas e agroecologia, mas, para si mesmo não passam de um afazer simples
diário.
Não trazer esses conhecimentos para o campo do “Saber que se sabe”
podem impedir uma apropriação desse saber e usar isso como diferencial para a
entrada no mercado de trabalho, por exemplo.
AQUILO QUE A GENTE NÃO
SABE QUE NÃO SABE
O último quadrante se refere àqueles conhecimentos que nós não
sabemos que não sabemos, são aqueles que nós não fazemos ideia que existem ou
que estão próximos à nossa percepção. Um jovem que, por exemplo, não encontra
motivação para procurar um emprego em uma grande empresa simplesmente por achar
que não daria conta, muitas vezes não sabe que não sabe que ele teria perfil
para ocupar essa vaga.
Trazer à Luz da consciência aquilo que alguém não se sabe que não
sabe é permitir que um caminho infinito de possibilidade se abra para a pessoa
e, consequentemente, um universo de possibilidades que podem levar a ações
concretas, principalmente em relação à carreira e ao futuro.
Enfim, que tal fazer uma pequena avaliação sobre o seu conhecimento
e tentar entender o que você trás consigo e em que quadrante eles estão, além
de tentar mapear como usar isso ao nosso favor no desenvolvimento da nossa
carreira?
Passando por esse processo, caminharemos em busca do Empoderamento,
que nos dirá um pouco mais sobre nossas potencialidades, abrindo mais espaços para
que as oportunidades apareçam em nossa vida.
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