Os índices de Violência entre jovens na região do Vale do Rio Doce são alarmantes. Governador Valadares, maior cidade do Vale, já ocupou o segundo lugar Brasil no índice de Homicídio de Jovens. Em levantamento de 2018, a cidade ocupa o Terceiro Lugar em Minas no índice absoluto.
Muito desse resultado, se dá por conta da indústria do tráfico de drogas e seus efeitos diretos e indiretos, proveniente do cenário de poucas oportunidades de trabalho e formas de geração de renda para os jovens no município.
Na região, não é difícil conhecer alguém que, infelizmente, está envolvido ou que morreu, às vezes até por engano, vítima dessa indústria da violência.
O que podemos fazer para tentar solucionar esse problema?
Diferente do que pensa muita gente, não é com mais armas ou com mais intervenções brutas da polícia que esse problema irá se resolver. É preciso entender por qual motivo ele acontece e como agir na origem do problema.
A partir dessa análise e dessa forma de pensar é possível entender que um desses motivos é a falta de Políticas Públicas que facilitam o acesso da população jovem, principalmente de periferia, à formação, ao emprego e à geração de renda.
Com tudo isso, entende-se então a necessidade emergencial da criação de um projeto que funcione como uma política de emprego e renda a fim de ligar esses jovens em situação de vulnerabilidade com vagas no mercado de trabalho, para que inseridos, empoderados e formados, os mesmos construam outras oportunidades a fim de que não se evolvam com o tráfico de droga e a violência.
Interessante ressaltar que a vulnerabilidade, em nenhum momento, faz com que esses jovens percam sua potencialidade, pelo contrário, mas pode fazer com que eles tenham dificuldade de acessar oportunidades que aproveitem de seu total potencial.
Outro grupo vulnerável são as pessoas com deficiência. Em fevereiro de 2018, a revista EXAME apresentou reportagem em que informava que “Pessoas com deficiência que vivem em locais pouco propícios à inclusão estão mais propensas à pobreza e ao desemprego de longa duração”.
As pessoas com deficiência encontram duas vezes mais dificuldades para entrar no mercado. Além da baixa oferta de vagas, existe um forte índice de resistência por parte das empresas em contratá-las. Além disso, ter uma deficiência aumenta o custo de vida em cerca de um terço da renda, em média.
O projeto tem como objetivo fazer a interlocução entre vagas de emprego e jovens de periferia em vulnerabilidade social e jovens com deficiência, que não possuem acesso às políticas públicas efetivas de emprego e renda, com acompanhamento psicológico, a fim de traçar o perfil Psicográfico desses jovens, fornecer cursos formativos para as áreas identificadas como as indiossincráticas de cada um, e fazer com que eles entrem de maneira assertiva no mercado de trabalho e repensem seu Desenvolvimento Pessoal e Profissional através de um catálogo de empresas parceiras. Como a filosofia por trás da plataforma “TINDER”, o projeto pretende, ao invés de interligar casais, interligar vagas de emprego com pessoas da periferia e com deficiência.
Qual o motivo desse cenário? O que faz com que esse projeto seja justificável?
O Vale do Rio Doce, em sua caminhada histórica, sempre apresentou uma característica de exploração. Visada desde o século XVI, a especulação de que se tratava de uma região rica em Ouro fez com que sempre se olhassem para esse território como um local onde algo precioso poderia ser dali retirado.
No decorrer da História, podemos visualizar que tudo se tratava de um mito, a região não possuía metais preciosos, mas apresentava outras questões que poderiam ser exploradas, como a Agricultura e a Pecuária, e até mesmo metais menos preciosos como o Ferro para a geração do aço.
Apesar dessa atividade econômica o vale não acompanhou o desenvolvimento de boa parte do país. Em Governador Valadares, de forma específica, acompanhamos o desenvolvimento tímido da indústria açucareira e da Pecuária, mas, quando os recursos se esgotaram, foram retiradas da cidade alteradas para outro local.
Getúlio Vargas, pensando no desenvolvimento desse local, ao criar a Vale do Rio Doce, deu a ela a função de desenvolver economicamente a região, deixando essa missão definida no estatuto da estatal, o que não aconteceu na prática.
Tudo isso, entre outros acontecimentos, fizeram com que os postos de trabalho, a situação socioeconômica da região e o próprio desenvolvimento caminhassem a passos lentos. Essa situação fez com que muitos moradores da região migrassem para outros locais do Brasil, e até mesmo fora do país, para conseguirem ascensão pessoal e profissional.
Sendo assim, especificando de forma mais centrada a realidade de Governador Valadares, a região teve no comércio e nos serviços sua principal forma de sustentabilidade econômica. O comércio, apesar de movimentar valores na cidade, não oferece grandes salários em seus postos de trabalho.
O resultado disso foi a formação histórica de uma população que ganha pouco, que possui poucas oportunidades na vida e que, em sua maioria, tem como maior meta sair da cidade para conseguirem algum tipo de ascensão.
Esse cenário é propício para criar vulnerabilidades sociais, fazendo com que problemas estruturais na sociedade apareçam, entre eles a violência. No nosso caso, de forma mais centrada, a Violência com Jovens.
Muito desse resultado, se dá por conta da indústria do tráfico de drogas e seus efeitos diretos e indiretos, proveniente do cenário de poucas oportunidades de trabalho e formas de geração de renda para os jovens no município.
Na região, não é difícil conhecer alguém que, infelizmente, está envolvido ou que morreu, às vezes até por engano, vítima dessa indústria da violência.
O que podemos fazer para tentar solucionar esse problema?
Diferente do que pensa muita gente, não é com mais armas ou com mais intervenções brutas da polícia que esse problema irá se resolver. É preciso entender por qual motivo ele acontece e como agir na origem do problema.
A partir dessa análise e dessa forma de pensar é possível entender que um desses motivos é a falta de Políticas Públicas que facilitam o acesso da população jovem, principalmente de periferia, à formação, ao emprego e à geração de renda.
Com tudo isso, entende-se então a necessidade emergencial da criação de um projeto que funcione como uma política de emprego e renda a fim de ligar esses jovens em situação de vulnerabilidade com vagas no mercado de trabalho, para que inseridos, empoderados e formados, os mesmos construam outras oportunidades a fim de que não se evolvam com o tráfico de droga e a violência.
Interessante ressaltar que a vulnerabilidade, em nenhum momento, faz com que esses jovens percam sua potencialidade, pelo contrário, mas pode fazer com que eles tenham dificuldade de acessar oportunidades que aproveitem de seu total potencial.
Outro grupo vulnerável são as pessoas com deficiência. Em fevereiro de 2018, a revista EXAME apresentou reportagem em que informava que “Pessoas com deficiência que vivem em locais pouco propícios à inclusão estão mais propensas à pobreza e ao desemprego de longa duração”.
As pessoas com deficiência encontram duas vezes mais dificuldades para entrar no mercado. Além da baixa oferta de vagas, existe um forte índice de resistência por parte das empresas em contratá-las. Além disso, ter uma deficiência aumenta o custo de vida em cerca de um terço da renda, em média.
O projeto tem como objetivo fazer a interlocução entre vagas de emprego e jovens de periferia em vulnerabilidade social e jovens com deficiência, que não possuem acesso às políticas públicas efetivas de emprego e renda, com acompanhamento psicológico, a fim de traçar o perfil Psicográfico desses jovens, fornecer cursos formativos para as áreas identificadas como as indiossincráticas de cada um, e fazer com que eles entrem de maneira assertiva no mercado de trabalho e repensem seu Desenvolvimento Pessoal e Profissional através de um catálogo de empresas parceiras. Como a filosofia por trás da plataforma “TINDER”, o projeto pretende, ao invés de interligar casais, interligar vagas de emprego com pessoas da periferia e com deficiência.
Qual o motivo desse cenário? O que faz com que esse projeto seja justificável?
O Vale do Rio Doce, em sua caminhada histórica, sempre apresentou uma característica de exploração. Visada desde o século XVI, a especulação de que se tratava de uma região rica em Ouro fez com que sempre se olhassem para esse território como um local onde algo precioso poderia ser dali retirado.
No decorrer da História, podemos visualizar que tudo se tratava de um mito, a região não possuía metais preciosos, mas apresentava outras questões que poderiam ser exploradas, como a Agricultura e a Pecuária, e até mesmo metais menos preciosos como o Ferro para a geração do aço.
Apesar dessa atividade econômica o vale não acompanhou o desenvolvimento de boa parte do país. Em Governador Valadares, de forma específica, acompanhamos o desenvolvimento tímido da indústria açucareira e da Pecuária, mas, quando os recursos se esgotaram, foram retiradas da cidade alteradas para outro local.
Getúlio Vargas, pensando no desenvolvimento desse local, ao criar a Vale do Rio Doce, deu a ela a função de desenvolver economicamente a região, deixando essa missão definida no estatuto da estatal, o que não aconteceu na prática.
Tudo isso, entre outros acontecimentos, fizeram com que os postos de trabalho, a situação socioeconômica da região e o próprio desenvolvimento caminhassem a passos lentos. Essa situação fez com que muitos moradores da região migrassem para outros locais do Brasil, e até mesmo fora do país, para conseguirem ascensão pessoal e profissional.
Sendo assim, especificando de forma mais centrada a realidade de Governador Valadares, a região teve no comércio e nos serviços sua principal forma de sustentabilidade econômica. O comércio, apesar de movimentar valores na cidade, não oferece grandes salários em seus postos de trabalho.
O resultado disso foi a formação histórica de uma população que ganha pouco, que possui poucas oportunidades na vida e que, em sua maioria, tem como maior meta sair da cidade para conseguirem algum tipo de ascensão.
Esse cenário é propício para criar vulnerabilidades sociais, fazendo com que problemas estruturais na sociedade apareçam, entre eles a violência. No nosso caso, de forma mais centrada, a Violência com Jovens.
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